quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Na minha cama fria

Volto agora para a casa que não é bem o meu lar
Na madrugada gelada de uma noite de agosto.
Estive com você hoje e foi mais fácil do que eu pensei que seria
Imagino que a minha fachada calma não te engana.
Você me conhece.
Eu te disse as coisas mais intimas sobre mim na nossa cama.
Aquela cama que são muitas
A cama de motel barato
A cama de outra cidade
A tua cama de solteiro.
Todas essas são a nossa cama
Pois o que a (ou as) fazia especial eramos nós.
Deitados juntos
Transando, conversando ou só se olhando.
E pensando nisso eu reparei
Que nunca fizemos nossa a minha cama
Esta continua lá
Fria e vazia.
Nenhuma lembrança reside nela além da lembrança dos meus sonhos
E é pra ela que eu retorno agora
Pra deitar, (talvez) chorar, dormir, sonhar
E acordar com a certeza
De que não importa  o que aconteça
Ela continuará lá
Vazia
E fria.

Gabriela Tavares
19/08/2010 - 00:30

Um comentário:

  1. adorei seu poema, tá muito bom, parabéns...
    oquevocequeremuitomais.blogspot.com

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